Urnas eletrônicas brasileira são sujeitas a fraudes?


“Eu sei em quem votei. Eles também. Mas só eles sabem quem recebeu meu voto.”                                                                       Walter Del Picchia, Instituto de Engenharia de SP

 

“O problema de ter voto puramente eletrônico é que os eleitores são obrigados a depositarem confiança incondicional à equipe de desenvolvimento do TSE. Não precisa ser a equipe inteira, basta um programador habilidoso para conseguir trabalhar de maneira obscura e colocar um código malicioso no equipamento.”                                                                                                                                                    Diego Freitas Aranha – Unicamp

 

“No Brasil, o equipamento em que o título do eleitor é digitado é o mesmo equipamento onde o eleitor digita o seu voto. Não conheço nenhum outro país no mundo que tem um sistema eleitoral assim. Esse mecanismo traz um risco de segurança, porque é possível cruzar as entradas dos teclados e descobrir quem votou em quem.                                                                                                                                      Professor Geroen Van De Graaf – UFMG

 

 

Por Frank Herles Matos

A final de contas, as urnas eletrônicas utilizadas no Brasil são ou não fraudáveos?

Quatro modelos de urnas eletrônicas são utilizadas no mundo:

A. 1ª Geração: DRE (Direct Recording Electronic) voting machine. Esse tipo de urna só registra o voto eletrônico, sem qualquer possibilidade de auditoria. A confiabilidade nesse tipo de urna eletrônica é zero, pois os resultados dependem mais do poder judiciário do que da vontade popular.

B. 2ª Geração: O IVVR ou VVPAT (Verifiable Paper Audit Trail – Documento de Auditoria em Papel Conferível) surgiu do projeto da Ph.D, Dra. Rebecca Mercury apresentado em 2000, em sua tese de doutorado. Sua proposta enfatizava a possibilidade de auditoria contábil da apuração por meio de uma segunda via de registro do voto, além do registro eletrônico usual.

Este novo registro deveria ser gravado em meio independente que não pudesse ser modificado pelo equipamento de votação e, poderia ser visto e conferido pelo eleitor em tela da própria urna. antes de completar sua votação.

C. 3ª Geração: E2E. A partir de 2008, várias iniciativas começam a apresentar sistemas eleitorais independentes do software, que aprimoravam e facilitavam os procedimentos de auditoria, tanto do registro do voto como de sua apuração e totalização.

D. 4ª Geração: Essa última evolução das urnas eletrônicas é uma invenção argentina, com um novo título eleitoral com chip de radio frequência (RFID) para todos eleitores. Nesse modelo, antes de confirmar o voto, o eleitor pode conferir na tela das urnas, informações (foto, número do partido e do candidato) sobre em quem deseja votar. Somente após esses procedimentos o eleitor confirmará o seu voto.

Após a confirmação de cada eleitor a urna imprime e deposita os votos em urnas lacradas, que só serão abertas para possíveis contagens e recontagens, nos termos da Lei.

Antes de iniciar a apuração cada urna imprime um documento denominado “Boleta de Voto Electrónico” (BVE) que proporciona muita objetividade e facilidade para que eleitores e fiscais de Partido posam conferir o registro do voto, a apuração e a transmissão dos resultados.

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